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OS BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO PARA AS MULHERES NA MENOPAUSA

Segundo, Zanesco A, Zaros PR, (…) A menopausa é caracterizada pela deficiência de estrogénios; alterações do perfil lipídico; ganho de peso; diminuição da massa magra; aumento da gordura corporal; redução da estatura; aumento do imc; sedentarismo e hipertensão arterial;

Dados revelam que, quando se compara a incidência de hipertensão arterial entre géneros, observa-se que as mulheres, até á menopausa, apresentam menor prevalência de hipertensão arterial e doenças relacionadas em relação aos homens. No entanto após a menopausa, as mulheres passam a apresentar prevalência de hipertensão arterial similar a dos homens.

Cerca de 25% da população apresenta hipertensão arterial, e desses, cerca de 50 % pertencem à faixa etária acima de 40 anos.

Sendo que, a inserção da prática de exercício físico na rotina, parece ser a melhor estratégia para controlar estes fatores de risco nesta fase da vida da mulher. MAS PORQUÊ?

ü  Estudo recente observou que mulheres após a menopausa apresentam baixas concentrações plasmáticas de NO e GMPc, as quais foram positivamente associadas aos baixos níveis plasmáticos de estrogénios.

ü  Além disso, alguns estudos mostraram uma correlação positiva entre a redução na concentração plasmática de estrogénio com a elevação da pressão arterial em mulheres na menopausa.

ü  Por outro lado, a administração de inibidores de enzimas oxidantes ou agentes antioxidantes não afetou os valores de pressão arterial.

ü  Além disso, a reposição hormonal em mulheres após a menopausa mostrou-se pouco eficaz na redução dos valores de pressão arterial como também na prevenção de eventos cardiovasculares.

ü  Porém a prática de exercício físico regular, continuo ou intermitente, cria adaptações no sistema cardiovascular, e está diretamente relacionado com uma maior produção de NO, pelas células endoteliais e/ou com a sua biodisponibilidade para as células musculares lisas, devido ao aumento do fluxo sanguíneo, nas paredes dos vasos sanguíneos, que respondem a estas alterações por elevação da atividade da eNOS ou das enzimas antioxidantes.

Desta forma, alterações no estilo de vida, como edução alimentar e aprática de exercício físico supervisionado e individualizado, com controlo da frequência cardíaca, duração e intensidade de esforço, traz imensos benefícios associados aos fatores de risco na menopausa, melhorando a qualidade de vida das mulheres.

Vamos treinar! Já não tem desculpas, para não praticar exercício físico!

Carolina Coelho